CAPÍTULO 36 — O OBREIRO DENTRO DE CASA
A fé que era vivida no serviço também precisava ser vivida dentro do lar.
A FÉ QUE COMEÇOU NO OBREIRO E ENTROU EM CASA
Ser obreiro nunca significou, para Ivanildo, viver a fé apenas dentro da igreja. Ao contrário: a fé precisava acompanhar cada área da vida, inclusive a própria casa. Ele afirma que sempre viveu pela fé e procurou ensinar sua família a viver pela fé.
No entendimento de Ivanildo, a verdadeira espiritualidade não poderia ficar limitada aos cultos, às reuniões ou ao exercício de uma função. Ela precisava aparecer na maneira de viver, nas decisões e na forma de enfrentar as necessidades do dia a dia.
No início dessa reflexão está uma convicção que atravessou sua caminhada: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas riquezas em glória por Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19).
ENSINAR A FAMÍLIA A DEPENDER DE DEUS
Ivanildo não queria apenas falar sobre fé para sua família. Ele queria que a família aprendesse a praticá-la. Isso significava olhar para as necessidades sem abandonar a confiança em Deus.
A dependência de Deus não significava ausência de trabalho ou de responsabilidade. Significava reconhecer que, acima dos recursos humanos, existia uma dependência maior: Deus Todo-Poderoso.
A família deveria aprender a trabalhar, assumir responsabilidades e, ao mesmo tempo, colocar sua confiança naquele que sustentava sua caminhada.
Essa maneira de viver se tornou parte da identidade do lar. A fé precisava ser ensinada pelo exemplo, porque filhos e familiares observam muito mais aquilo que é praticado do que aquilo que simplesmente é falado.
A Escritura registra: “O justo viverá pela fé.” (Habacuque 2:4). Para Ivanildo, essa palavra traduz uma escolha diária: continuar confiando, mesmo quando não havia respostas imediatas.
A PROVISÃO QUE A FAMÍLIA APRENDEU A RECONHECER
Ao longo da caminhada, Ivanildo reconhece que Deus sempre supriu as necessidades da família. Essa é uma afirmação de testemunho pessoal: a maneira como ele interpreta a história que viveu e a provisão que experimentou.
Por isso, a dependência de Deus não aparece neste capítulo como uma ideia abstrata. Ela aparece como uma forma de viver. Era necessário continuar caminhando, continuar trabalhando e continuar cuidando da família, mas sem colocar a segurança definitiva nos recursos humanos.
Dentro de casa, o obreiro também precisava ser marido, pai e referência. A fé que ele anunciava para outras pessoas precisava ser percebida na rotina familiar.
Essa visão também alcança a relação com Cristo Jesus. A dependência de Deus não era separada da confiança em Cristo, porque era nele que Ivanildo reconhecia o sustento e a esperança da família.
A Palavra afirma: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6). Para Ivanildo, essa palavra reforça aquilo que aprendeu ao longo da vida: há momentos em que a força humana não é suficiente, e a família precisa reconhecer sua dependência do Espírito Santo.
UMA FAMÍLIA QUE APRENDEU A CAMINHAR PELA FÉ
Até o dia de hoje, Ivanildo afirma que ele e sua família continuam vivendo pela fé. Essa continuidade é importante: não se tratava apenas de uma fase difícil, de um período específico ou de uma necessidade passageira.
A fé se tornou uma forma de caminhar.
A casa passou a carregar uma lição simples e profunda: depender de Deus não é desistir de agir; é agir sem perder a confiança em Deus.
É trabalhar sem transformar o trabalho em senhor. É buscar soluções sem esquecer de onde vem a provisão. É cuidar da família sem esquecer que todo sustento vem do Senhor.
Assim, o obreiro dentro de casa não era apenas aquele que exercia uma função na igreja. Era também o homem que precisava viver aquilo que ensinava.
Sua família precisava enxergar nele fé, perseverança, responsabilidade e dependência de Deus.
A história deste lar, segundo o testemunho de Ivanildo, foi construída sobre essa convicção: 100% de dependência de Deus Todo-Poderoso, confiança em Cristo Jesus e uma disposição contínua para ensinar a família a viver pela fé.
O obreiro podia sair de casa para servir. Mas a fé nunca ficava do lado de fora. Ela entrava pela porta junto com ele, permanecia dentro do lar e continuava sendo ensinada pelo exemplo.

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