CAPÍTULO 38 — QUANDO SERVIR EXIGIU SACRIFÍCIO

Para Ivanildo e Rosinete, o sacrifício nunca foi um obstáculo à caminhada; ele se tornou parte da maneira de viver a fé.

UMA VIDA QUE NUNCA FUGIU DO SACRIFÍCIO

Quando penso na nossa caminhada, eu, Ivanildo, posso dizer com toda sinceridade: eu e Rosinete nunca tivemos dificuldade de sacrificar.

O sacrifício nunca foi, para nós, uma barreira que impedisse a caminhada. Pelo contrário, ele sempre fez parte da nossa maneira de viver, servir e permanecer firmes diante de Deus.

Desde muito cedo aprendemos que uma vida entregue ao Senhor não pode ser construída somente sobre aquilo que é fácil ou conveniente.

A própria palavra de Jesus nos ensina:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”
(Lucas 9:23)

DEUS É TESTEMUNHA DAS NOSSAS PALAVRAS

Eu afirmo isso diante de tudo aquilo que vivemos: Deus é testemunha das minhas palavras.

Não estou falando de uma experiência isolada ou de um período específico. Estou falando de uma característica que atravessou a nossa história.

Viver pela fé também significou aprender a sacrificar.

Nós nunca olhamos para a renúncia como algo que deveria nos afastar do propósito. Ao contrário, muitas vezes entendemos que, para continuar caminhando, era necessário abrir mão de alguma coisa para permanecer fiéis àquilo em que acreditávamos.

O SACRIFÍCIO COMO FORMA DE CAMINHAR

Para nós, sacrificar nunca significou simplesmente perder alguma coisa.

Significou compreender que existiam momentos em que era necessário abrir mão, perseverar, continuar e colocar o propósito acima da comodidade.

A vida de fé nos ensinou que nem tudo seria fácil. Mas isso nunca nos impediu de continuar.

A dificuldade não determinava se iríamos servir. A decisão de servir já estava tomada.

NÃO ERA APENAS UM SACRIFÍCIO; ERA UM MODO DE VIVER

Quando digo que nossa vida sempre foi viver de sacrifício, estou falando de uma disposição permanente.

Nós não escolhemos servir somente quando as circunstâncias eram favoráveis.

Aprendemos a permanecer também quando servir exigia esforço, renúncia, tempo, perseverança e disposição.

O sacrifício não apareceu apenas em momentos extraordinários. Ele também esteve presente nas pequenas decisões do cotidiano, quando era preciso continuar fazendo aquilo que precisava ser feito.

O SACRIFÍCIO DENTRO DA FAMÍLIA

Essa maneira de viver também entrou dentro de casa.

Aquilo que eu aprendia no caminho de fé procurava ensinar à minha família. Eu não queria que minha família aprendesse somente a pedir a Deus; queria que aprendesse também a confiar, obedecer, perseverar e sacrificar quando fosse necessário.

A fé precisava sair das palavras e entrar na vida.

Para nós, família também significava aprender que existem momentos em que é necessário renunciar à comodidade para permanecer unidos ao propósito.

SACRIFICAR SEM PERDER O PROPÓSITO

Existe uma diferença entre sofrer sem direção e sacrificar por aquilo que se entende como propósito.

Na nossa caminhada, o sacrifício sempre esteve ligado à decisão de continuar servindo ao Senhor.

Por isso, a renúncia não deveria nos fazer perder a esperança. Deveria nos ensinar a permanecer.

Paulo escreveu:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.”
(Romanos 12:1)

Essa palavra expressa muito do que aprendi: servir a Deus envolve entregar a própria vida.

QUANDO O SACRIFÍCIO SE TORNA TESTEMUNHO

Depois de tantos anos, olhar para trás me faz reconhecer que muitas decisões exigiram renúncia.

Algumas podem ter parecido pequenas aos olhos de outras pessoas. Outras tiveram um peso maior dentro da nossa casa.

Mas todas nos ensinaram uma coisa:

quem decide viver pela fé precisa estar disposto a permanecer quando o caminho exige sacrifício.

Não foi a ausência de dificuldades que nos fez continuar.

Foi a decisão de não abandonar o propósito por causa delas.

ROSINETE E A MESMA DISPOSIÇÃO

Eu não caminho sozinho nessa história.

Rosinete sempre esteve ao meu lado, e sua disposição de servir também fez parte daquilo que construímos juntos.

O sacrifício nunca foi uma responsabilidade apenas minha. Foi uma forma de caminhar que nós dois aprendemos a assumir dentro da família e da obra de Deus.

Essa disposição foi sendo construída na convivência, no serviço e na perseverança.

O VALOR DE NÃO DESISTIR

Talvez uma das maiores lições do sacrifício seja esta:

não desistir simplesmente porque algo custa.

Existem coisas que possuem valor justamente porque exigem perseverança.

Nossa caminhada foi sendo construída com decisões, fé e disposição para continuar mesmo quando seria mais confortável parar.

SACRIFÍCIO E GRATIDÃO

Hoje, quando olho para a nossa história, não vejo apenas aquilo que foi difícil.

Também vejo o que Deus nos permitiu atravessar.

Por isso, o sacrifício não ocupa em nossa memória somente o lugar de renúncia. Ele também carrega o lugar de gratidão.

Porque, ao olhar para trás, podemos reconhecer que continuamos caminhando.

A OFERTA QUE AGRADA A DEUS

A Palavra também declara:

“Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se agrada.”
(Hebreus 13:16)

Essa palavra resume uma verdade que atravessa nossa experiência: servir, ajudar e fazer o bem também exigem entrega.

O sacrifício não aparece somente em grandes decisões. Ele também aparece quando alguém decide servir outra pessoa, ajudar, permanecer e fazer o bem mesmo quando seria mais fácil não fazer.

A VIDA SEMPRE FOI VIVER DE SACRIFÍCIO

Por isso, quando alguém me pergunta como conseguimos permanecer durante tantos anos, uma das respostas está aqui:

nossa vida sempre foi viver de sacrifício.

Eu e Rosinete nunca tivemos dificuldade de sacrificar.

Não fomos ensinados a fugir da renúncia. Aprendemos a enfrentá-la com fé, perseverança e confiança em Deus.

O SACRIFÍCIO COMO PARTE DO CHAMADO

Servir a Deus nunca foi, para nós, buscar uma caminhada sem custos.

O próprio caminho nos ensinou que existem momentos em que é preciso entregar mais, suportar mais e permanecer mais.

E, ainda assim, não perdemos a convicção de que valia a pena continuar.

O chamado não era uma caminhada construída pela comodidade.

Era uma caminhada construída pela entrega.

CONTINUAR TAMBÉM É UMA FORMA DE SACRIFICAR

Existem dias em que o maior sacrifício não é fazer algo extraordinário.

É simplesmente continuar.

Continuar amando.
Continuar servindo.
Continuar trabalhando.
Continuar cuidando da família.
Continuar buscando a Deus.

Para nós, essa perseverança também se tornou parte do significado do sacrifício.

DEUS ACIMA DE TUDO

No centro dessa experiência está uma convicção que permanece até hoje:

Deus está acima de qualquer circunstância.

O sacrifício nunca foi colocado acima de Deus. Ele foi consequência de uma decisão de permanecer diante dEle.

E foi nessa dependência que seguimos construindo nossa história.

O QUE FICOU COMO LIÇÃO

A grande lição que permaneceu conosco é simples:

o sacrifício não precisa destruir a alegria de servir.

É possível renunciar e continuar agradecendo.

É possível trabalhar, esperar e perseverar sem abandonar a fé.

É possível passar por momentos difíceis e ainda assim continuar olhando para Deus.

Foi assim que aprendemos a caminhar.

UMA HISTÓRIA MARCADA PELA ENTREGA

Quando este capítulo olha para a nossa vida, ele não procura transformar toda dificuldade em algo extraordinário.

Ele registra aquilo que eu, Ivanildo, afirmo sobre nós:

eu e Rosinete nunca tivemos dificuldade de fazer qualquer tipo de sacrifício.

Para nós, viver pela fé sempre esteve ligado à disposição de entregar a vida ao Senhor.

UMA VIDA DE FÉ E ENTREGA

No fim, é isso que quero deixar registrado:

o sacrifício fez parte da nossa história, mas a fé nos ensinou a permanecer.

Eu e Rosinete seguimos entendendo que servir ao Senhor vale a entrega, vale a renúncia e vale a perseverança.

Nossa caminhada continua com o mesmo fundamento:

Deus Todo-Poderoso, em Cristo Jesus, sustentando uma vida que escolheu permanecer fiel.

E, ao olhar para tudo isso, permanece em nós uma atitude de gratidão:

“Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo.”
(Salmos 50:14)

Nossa vida sempre foi viver de sacrifício. E, pela graça de Deus, continuamos caminhando.