CAPÍTULO 46 — A CONSAGRAÇÃO DE IVANILDO ÀS 18 HORAS

O momento em que Ivanildo foi consagrado ao ofício de obreiro

Havia momentos na vida em que uma pessoa precisava compreender que servir a Deus não era apenas uma atividade, mas uma responsabilidade que exigia preparação, perseverança e disposição para continuar caminhando.

Para Ivanildo, a chegada ao ofício de obreiro não aconteceu de maneira repentina.

Antes daquele momento, houve um período de aprendizado, discipulado e serviço. Houve tempo para observar, ajudar, permanecer e aprender. A consagração não representava o começo do serviço, mas uma nova etapa dentro de uma caminhada que já vinha sendo construída.

Durante esse processo, Ivanildo passou pelo período de preparação para o ofício de obreiro. Depois, veio o tempo de colaborador, quando continuou ajudando regularmente nas reuniões, mesmo sem ainda possuir o título de obreiro consagrado.

Isso tinha um significado importante.

O serviço não começou com o título.

Antes de receber uma função oficialmente reconhecida, Ivanildo já havia aprendido que servir significava estar disponível, ajudar e permanecer fiel àquilo que Deus colocava diante dele.

Então chegou o momento em que a consagração foi aprovada.

E, às 18 horas, aconteceu aquilo que marcaria uma nova etapa de sua caminhada: Ivanildo foi consagrado ao ofício de obreiro.

Não era apenas uma mudança de denominação.

Era uma responsabilidade.

Era o reconhecimento de uma etapa de preparação que havia sido percorrida.

Era também a abertura de um novo período, no qual o serviço passaria a carregar uma responsabilidade ainda maior.

A hora marcada

As 18 horas ficaram registradas na história porque aquele horário passou a representar um momento específico da caminhada de Ivanildo.

A consagração aconteceu sem que fosse necessário transformar aquele instante em espetáculo.

O que importava não era a aparência daquele momento, mas aquilo que ele representava diante de Deus.

Ivanildo estava sendo separado para uma responsabilidade que não deveria ser sustentada apenas por palavras.

O ofício exigiria fidelidade, disposição, obediência e continuidade.

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.”

Colossenses 3:23

Aquela palavra ajuda a compreender o espírito que deveria acompanhar o serviço: fazer para Deus.

O título poderia ser reconhecido pelas pessoas, mas a verdadeira responsabilidade continuaria sendo diante do Senhor.

O serviço antes do reconhecimento

Existe uma diferença importante entre começar a servir e receber uma função.

Ivanildo já havia servido antes da consagração.

Já havia passado pelo processo de preparação. Já havia colaborado. Já havia aprendido que permanecer disponível também fazia parte da formação.

Por isso, aquele momento não apagava o caminho anterior.

Pelo contrário.

A consagração dava continuidade àquilo que já vinha sendo construído.

O que antes era feito como colaboração agora entrava em uma nova etapa de responsabilidade.

E essa mudança exigia maturidade.

Um ofício dentro da igreja não deveria ser entendido como privilégio pessoal, mas como oportunidade de servir ainda mais.

“Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva.”

Mateus 20:26

O princípio permanecia claro: quanto maior a responsabilidade, maior deveria ser a disposição para servir.

Uma nova etapa para Ivanildo

A consagração às 18 horas não encerrava uma caminhada.

Ela abria outra.

A partir dali, novas responsabilidades surgiriam, novos aprendizados aconteceriam e o serviço continuaria formando Ivanildo.

Ele ainda teria muito a aprender.

Ainda precisaria lidar com pessoas, responsabilidades, mudanças, orientações e diferentes fases dentro da obra.

Mas naquele momento havia uma certeza:

o caminho até ali tinha sido percorrido.

O discipulado havia acontecido.

O período de colaboração havia acontecido.

A aprovação havia acontecido.

E agora a consagração também acontecia.

Tudo isso fazia parte de uma mesma história.

Uma história na qual Deus não tratava apenas das funções que Ivanildo receberia, mas também do homem que ele precisaria se tornar para carregar cada responsabilidade.

“Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”

1 Tessalonicenses 5:24

Às 18 horas, Ivanildo recebeu a consagração ao ofício de obreiro.

E aquele momento passou a fazer parte da história não como o ponto final de uma caminhada, mas como o início de uma nova responsabilidade dentro do serviço a Deus.

A história continuaria.

E o próximo capítulo mostraria justamente a simplicidade daquele momento: sem cerimônia, sem parentes, diante de Deus e da esposa.