CAPÍTULO 55 - O NASCIMENTO DE ISMAEL

O filho esperado e desejado, o sonho de Ivanildo de ser pai de um filho homem

Havia sonhos que Ivanildo carregava em silêncio, e um deles tinha uma forma muito clara: ser pai de um filho homem.

Não era apenas o desejo de ter uma criança.

Era o desejo de viver a paternidade de perto, de pegar o filho no colo, acompanhar seus passos, estar presente em sua formação, caminhar ao seu lado e, sobretudo, transmitir a ele aquilo que havia aprendido ao longo da própria caminhada.

Por isso, quando Ismael nasceu, não chegava apenas uma criança.

Chegava o filho esperado e desejado.

Chegava aquele menino que, antes mesmo de nascer, já havia ocupado espaço nos sonhos de seu pai.

“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.” - Salmo 127:3

Durante meses, Ivanildo e Rosinete haviam acompanhado aquela gestação. Agora, porém, toda a espera chegava a um ponto decisivo.

11 de junho de 2010.

A data entrou para sempre na história daquela família.

Naquele dia, Ismael nasceu.

Depois de uma gestação que havia começado cercada por notícias difíceis e incertezas, o menino finalmente veio ao mundo. O testemunho de Rosinete registra que ele nasceu de parto normal, com pouco mais de três quilos, e saudável.

A realidade daquele nascimento ganhou ainda mais força porque, meses antes, a família havia escutado previsões que poderiam ter transformado a espera somente em preocupação.

Mas agora não havia mais apenas uma previsão.

Havia uma criança.

Havia um filho.

Havia Ismael.

E para Ivanildo, havia algo ainda mais profundo: o sonho de ser pai começava a se tornar realidade diante de seus próprios olhos.

Aquele homem que desejava um filho homem agora tinha diante de si o menino que havia esperado.

Não era mais uma oração feita no íntimo.

Não era mais uma expectativa.

Não era mais uma imagem projetada para o futuro.

Era seu filho.

O nascimento de Ismael representava, para Ivanildo, o início de uma nova responsabilidade. Ser pai significaria muito mais do que receber uma criança em casa. Significaria construir, educar, proteger, acompanhar e transmitir valores.

Ivanildo desejava que aquele filho estivesse ao seu lado e que, dentro daquilo que Deus permitisse, pudesse carregar adiante um legado de fé.

Não se tratava de determinar antecipadamente o caminho de Ismael, mas de desejar que aquilo que havia sido aprendido durante anos de caminhada com Deus pudesse também alcançar a geração seguinte.

Era o desejo de que o filho conhecesse aquilo que sustentara seus pais.

Era o sonho de que Ismael crescesse conhecendo a fé, o temor de Deus, o valor da família e a importância de servir.

Por isso, naquele nascimento havia também uma dimensão de continuidade.

A história não terminava com Ivanildo e Rosinete.

Uma nova geração havia chegado.

“Porque para Deus nada será impossível.” - Lucas 1:37

No dia seguinte ao nascimento, algo que Rosinete havia imaginado durante a gestação também aconteceu.

12 de junho de 2010.

Ismael já estava em casa.

E estava justamente onde Rosinete havia desejado colocá-lo: nos braços do pai.

A cena possuía uma simplicidade que a tornava ainda mais marcante.

Um pai.

Um filho.

E o começo de uma relação que seria construída nos anos seguintes.

Para Rosinete, aquele menino era também o presente que havia desejado entregar ao marido. Para Ivanildo, era o encontro com uma paternidade que ele havia sonhado viver.

Naquele dia, a composição daquela casa havia mudado.

Ivanildo, Rosinete e Ismael.

De uma família que já possuía suas histórias, surgia agora uma nova etapa.

Ismael não apagava aquilo que havia sido vivido antes.

Ele acrescentava uma nova página.

A chegada daquele menino também deu um novo significado ao desejo de Ivanildo de exercer a paternidade em cada detalhe. Ele queria acompanhar o filho, vê-lo crescer, estar presente em sua formação e participar de sua vida.

Esse desejo estava ligado a algo ainda maior.

Ivanildo não queria somente deixar ao filho um nome.

Queria deixar princípios.

Não queria somente que Ismael soubesse quem era seu pai.

Queria que Ismael conhecesse também a fé que sustentara seu pai.

Queria que ele pudesse compreender o valor de caminhar com Cristo, honrar a família e viver com responsabilidade diante de Deus.

Era esse o sonho que começava a ganhar forma dentro daquela casa.

O nascimento, portanto, não representava somente o fim de uma gravidez.

Representava o começo da paternidade de Ivanildo em uma nova dimensão.

Até aquele momento, ele havia carregado o desejo de ser pai.

A partir daquele dia, carregaria também a responsabilidade de ser pai.

E existe uma diferença profunda entre sonhar com um filho e começar a caminhar com ele.

O sonho olha para o futuro.

A paternidade começa no presente.

Naquele 11 de junho, Ivanildo recebeu nos braços o menino que havia esperado.

No dia 12, já em casa, começou a viver aquilo que durante tanto tempo havia desejado: ter um filho homem ao seu lado.

O menino ainda era pequeno demais para compreender qualquer palavra.

Ainda não podia conhecer a história do pai.

Ainda não podia compreender o significado de fé, legado ou serviço.

Mas já havia algo que seu nascimento tornava possível: uma história que atravessaria gerações.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” - Salmo 90:12

Ismael chegava, portanto, como filho esperado, filho desejado e filho recebido com amor.

Chegava ao colo de um pai que sonhava com aquele momento.

Chegava ao coração de uma mãe que atravessara uma gestação debaixo de fé.

Chegava a uma família que, a partir daquele dia, passaria a viver uma realidade completamente nova.

E, para Ivanildo, aquela chegada carregava uma esperança que ultrapassava o presente:

que seu filho pudesse caminhar ao seu lado, conhecer o Deus que havia sustentado sua família e, um dia, levar adiante um legado de fé e tudo aquilo de bom que a vida ainda lhe ensinaria.

Naquele momento, porém, havia apenas o essencial.

Um pai segurando o filho nos braços.

E, naquele abraço, o sonho de Ivanildo de ser pai de um filho homem havia deixado de ser apenas um sonho.

Agora, tinha um nome: Ismael.