CAPÍTULO 60 - ISMAEL E O SERVIÇO DESDE A INFÂNCIA
Quando acompanhar os pais deixou de ser apenas presença e começou a formar uma experiência de serviço
Há momentos em que uma criança cresce em um ambiente sem que ainda consiga compreender toda a dimensão daquilo que vive. Foi assim com Ismael.
Desde cedo, ele esteve próximo da caminhada de Ivanildo e Rosinete, acompanhando parte daquilo que os dois já realizavam na obra.
O testemunho de Rosinete registra que, depois de entrar na história da família, Ismael passou a estar com os pais em momentos de evangelização, visitas e bazares. Sua presença foi sendo incorporada, naturalmente, à rotina daquela família.
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” - Provérbios 22:6
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA FOI ACOMPANHAR
Antes de existir qualquer função específica, existia uma atitude simples: estar junto.
Ismael acompanhava os pais. Estava presente nos caminhos da evangelização, nas visitas e em atividades como os bazares. Em algumas ocasiões, segundo o testemunho, chegava a acompanhá-los de bicicleta.
A imagem é significativa porque mostra uma criança que não estava apenas ouvindo que seus pais serviam a Deus. Ela estava vendo, acompanhando e conhecendo, por convivência, uma parte concreta da vida deles.
Esse é o começo que precisa ser preservado na biografia.
Não se trata de dizer que Ismael já exercia, naquela infância, todas as responsabilidades que teria muitos anos depois. Trata-se de registrar que o serviço entrou em seu cotidiano desde cedo.
A OBRA COMEÇOU A TER ROSTO, CAMINHO E EXPERIÊNCIAS
Para uma criança, as primeiras referências são concretas. São pessoas, lugares, trajetos e situações que vão ganhando significado à medida que os anos passam.
No caso de Ismael, a obra começou a ser conhecida por meio dessas experiências ao lado dos pais.
A evangelização tinha rosto.
As visitas tinham caminho.
Os bazares faziam parte da memória familiar.
Assim, ele foi conhecendo, pouco a pouco, aquilo que seus pais viviam.
A fé deixava de ser apenas uma palavra e se tornava uma experiência observável dentro da própria família.
UM FILHO QUE IA JUNTO
Existe uma beleza particular na simplicidade desse período.
Ismael não precisava compreender tudo para estar presente.
Ele simplesmente ia junto.
Às vezes, acompanhando os pais. Outras vezes, vivendo sua própria infância. E, no meio dessa convivência, ia conhecendo o ambiente em que Ivanildo e Rosinete serviam.
O testemunho mostra que ele se tornou uma presença importante nessa caminhada. Não como alguém colocado artificialmente diante de uma responsabilidade adulta, mas como filho que crescia dentro da realidade vivida por seus pais.
Com o tempo, aquilo que era apenas acompanhamento poderia ganhar novos sentidos. Mas esse desenvolvimento pertence às etapas seguintes.
Neste momento, a história está registrando a origem:
Ismael começou servindo pela proximidade, pela convivência e pela presença.
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” - Josué 24:15
O EXEMPLO DOS PAIS E A FORMAÇÃO DO FILHO
Ivanildo e Rosinete não transmitiam a Ismael somente ensinamentos. Eles transmitiam também um exemplo de vida.
O menino crescia vendo que seus pais reservavam tempo, esforço e dedicação para aquilo que compreendiam como serviço a Deus.
Essa realidade fazia parte do ambiente em que ele estava sendo formado.
O exemplo não significava que Ismael precisasse repetir exatamente os caminhos do pai ou da mãe. Significava que ele crescia conhecendo os valores que sustentavam aquela casa:
dedicação, fé, responsabilidade e serviço.
É nesse ponto que a infância se encontra com a formação.
O que uma criança observa repetidamente pode se tornar parte de sua maneira de compreender o mundo.
A PRESENÇA QUE, COM O TEMPO, GANHOU PARTICIPAÇÃO
O testemunho também registra que Ismael, ao longo dos anos, passou de simples acompanhante a alguém que começou a fazer a obra de Deus junto com os pais.
Essa transição é importante.
Ela mostra que o contato inicial não ficou apenas como memória da infância. A convivência abriu espaço para uma participação cada vez mais concreta.
Mas a biografia precisa respeitar cada etapa.
Primeiro, Ismael esteve presente.
Depois, acompanhou.
E, com o passar do tempo, começou a participar.
Essa evolução é uma das partes mais bonitas de sua história porque não foi apresentada como algo imposto. Foi acontecendo dentro da própria caminhada familiar.
O SERVIÇO TAMBÉM GANHOU NOVAS FORMAS
A continuidade dessa história pode ser percebida na vida atual de Ismael.
O testemunho registra que hoje ele participa de maneiras diferentes: faz vídeos, produz banners, monta materiais, dá ideias, conversa e auxilia o pai, o pastor Ivanildo, na obra. Também está ligado ao Grupo Jovem em Ação, ao lado do diácono João.
Essas responsabilidades atuais não devem ser transportadas para a infância como se sempre tivessem existido.
Elas pertencem a uma fase posterior.
Mas ajudam a revelar a continuidade de um processo que começou muito antes:
o contato com o serviço foi fazendo parte da formação de Ismael.
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.” - Colossenses 3:23
UM SERVIÇO QUE NÃO COMEÇOU COM UM TÍTULO
Talvez uma das características mais importantes dessa trajetória seja justamente esta:
Ismael não começou pelo título.
Começou pelo convívio.
Começou acompanhando os pais.
Começou conhecendo a realidade da obra.
Começou estando presente.
E, somente depois, sua participação foi ganhando outras formas.
Isso dá ao capítulo uma verdade própria: o serviço não entrou na vida de Ismael como uma posição que precisava ser conquistada.
Entrou como parte da vida familiar que ele conhecia desde cedo.
O MENINO QUE ACOMPANHAVA COMEÇOU A CONSTRUIR SUA PRÓPRIA CAMINHADA
Com o passar do tempo, Ismael deixou de ser somente aquele menino que acompanhava os pais. Passou a desenvolver suas próprias formas de participação, de acordo com a etapa de vida que atravessava.
Essa caminhada não termina aqui.
Pelo contrário: ela abre espaço para os próximos capítulos de sua história.
O que este capítulo registra é o ponto de partida dessa relação com o serviço:
desde a infância, Ismael conheceu a obra de perto porque estava ao lado daqueles que o criavam.
E, quando uma criança cresce vendo seus pais servirem, algumas experiências deixam de ser apenas acontecimentos externos.
Elas passam a integrar a própria memória, formação e identidade.
Foi assim que Ismael começou.
Primeiro, como filho.
Depois, como criança que acompanhava.
Mais tarde, como alguém que participava.
E, com o passar dos anos, como alguém que encontrou suas próprias maneiras de servir.
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” - 1 Coríntios 15:58
A história de Ismael dentro da obra não começou quando alguém lhe entregou uma responsabilidade.
Começou muito antes.
Começou quando ele ainda era criança e simplesmente acompanhava seu pai e sua mãe.
E foi nesse caminho, feito de presença, convivência e pequenos passos, que um menino começou a conhecer o significado de servir.

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