CAPÍTULO 73 — QUANDO IVANILDO ASSUMIU A EVANGELIZAÇÃO
O período em que Ivanildo assumiu a responsabilidade pela evangelização
Existem momentos em uma trajetória de serviço em que a mudança não acontece porque aquilo que veio antes deixou de ter valor. Ela acontece porque, depois de muitos anos caminhando, uma nova responsabilidade é colocada sobre uma história que já foi construída.
Para Ivanildo, esse momento chegou depois de aproximadamente vinte e três anos de serviço posteriores à sua consagração. O tempo havia passado, experiências haviam sido acumuladas e a caminhada já possuía raízes profundas.
Agora, porém, a responsabilidade seria diferente.
Ele não estaria apenas participando da evangelização.
Ele assumiria a responsabilidade pelo grupo de evangelização.
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças.”
— Eclesiastes 9:10
QUANDO O SERVIÇO PASSOU A EXIGIR UMA NOVA RESPONSABILIDADE
A evangelização já fazia parte da história de Ivanildo havia muitos anos.
Desde os primeiros passos de sua caminhada espiritual, havia existido dentro dele o desejo de servir a Deus, encontrar um lugar de trabalho e não permanecer parado depois de sua conversão.
Mas aquela fase inicial havia ficado para trás.
O homem que agora recebia uma responsabilidade maior não era mais aquele novo convertido que procurava uma oportunidade para servir. Havia atravessado anos de aprendizado, serviço, casamento, responsabilidades e experiências que foram moldando sua maneira de caminhar.
A nova tarefa, portanto, não surgia sobre uma vida vazia de experiências.
Ela surgia sobre anos de serviço.
E é justamente isso que dá peso àquele momento.
Não se tratava simplesmente de receber uma função.
Tratava-se de assumir uma responsabilidade dentro de uma área que já fazia parte de sua própria história.
QUANDO A EVANGELIZAÇÃO DEIXOU DE SER APENAS UMA PARTICIPAÇÃO
Há uma diferença entre estar presente em um trabalho e carregar responsabilidade por ele.
Quem participa pode cumprir aquilo que lhe foi confiado naquele momento.
Quem assume uma responsabilidade precisa olhar para o trabalho de uma maneira mais ampla.
Precisa compreender aquilo que está acontecendo, perceber necessidades, permanecer firme e responder pelo que lhe foi colocado nas mãos.
Foi nessa dimensão que Ivanildo entrou.
Depois de aproximadamente vinte e três anos de serviço, chegou o momento em que ele passou a assumir a responsabilidade pelo grupo de evangelização.
Aquele passo representava uma mudança dentro da própria caminhada.
O serviço que durante tantos anos havia sido parte de sua formação agora também se tornava um campo de responsabilidade pessoal.
“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.”
— Lucas 16:10
A EXPERIÊNCIA QUE VINHA ANTES DA RESPONSABILIDADE
A força daquele momento não estava apenas na função recebida.
Estava também naquilo que Ivanildo já havia vivido antes dela.
Foram anos nos quais ele continuou servindo.
Anos em que o tempo produziu experiências que não poderiam ser adquiridas de uma só vez.
Anos em que a caminhada ensinou por meio das circunstâncias, das responsabilidades e da própria permanência.
Por isso, quando a evangelização passou a estar sob sua responsabilidade, ele não chegava ali como alguém que estivesse começando novamente.
Chegava trazendo uma história.
O serviço anterior permanecia.
A consagração permanecia como parte de sua trajetória.
Os anos de caminhada permaneciam.
Tudo aquilo agora encontrava uma nova expressão em uma responsabilidade mais definida.
E há algo particularmente significativo nisso: a responsabilidade não apagou o passado; ela revelou o que os anos haviam produzido.
QUANDO UMA PORTA SE ABRIU DEPOIS DE TANTO TEMPO
Vinte e três anos podem ser resumidos em poucas palavras quando aparecem em uma linha do tempo.
Mas uma vida não é medida apenas pelos números.
Dentro de vinte e três anos cabem mudanças, aprendizados, amadurecimento, dias difíceis, dias de vitória e incontáveis experiências que, muitas vezes, só podem ser compreendidas quando o tempo passa.
Foi depois desse longo período que a nova responsabilidade chegou.
Não como uma promessa distante.
Não como uma possibilidade futura.
Mas como uma realidade dentro da própria caminhada de Ivanildo.
A evangelização, que já havia sido parte de sua história por tantos anos, agora exigia dele uma nova postura diante do trabalho.
Era o momento de assumir.
UM NOVO LUGAR DENTRO DA MESMA CAMINHADA
Assumir o grupo de evangelização não significava começar uma história completamente diferente.
Era continuar a mesma caminhada sob uma responsabilidade maior.
A história não havia sido dividida entre um “antes” sem importância e um “depois” extraordinário.
Havia continuidade.
O mesmo homem que havia aprendido a servir agora precisava aprender também a responder por aquilo que lhe era confiado.
Essa passagem revela algo importante sobre a trajetória de Ivanildo: algumas responsabilidades chegam somente depois que muitos anos já foram vividos.
Primeiro vem o aprendizado.
Depois, a experiência.
Então, quando chega o momento determinado, surge uma responsabilidade que exige aquilo que os anos ajudaram a construir.
“E os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.”
— Daniel 12:3
QUANDO IVANILDO ASSUMIU
Foi assim que, depois de aproximadamente vinte e três anos de serviço, Ivanildo chegou a uma nova estação de sua trajetória.
Ele passou a assumir a responsabilidade pelo grupo de evangelização.
Aquele momento não encerrava sua caminhada de serviço.
Pelo contrário.
Abriria uma fase que exigiria ainda mais dele.
Mas essa parte pertence ao capítulo seguinte.
Porque primeiro veio a responsabilidade.
Depois viria o período em que ele estaria efetivamente à frente do grupo, conduzindo aquela nova etapa de sua história.
O que importa registrar aqui é o marco:
depois de tantos anos servindo, Ivanildo deixou de apenas caminhar dentro daquela responsabilidade e passou a carregá-la sobre os próprios ombros.
A evangelização já fazia parte de sua história.
Agora, a responsabilidade por ela também faria.
E, quando uma pessoa passa tantos anos servindo até chegar ao momento de assumir uma responsabilidade, fica uma verdade impossível de ignorar:
o tempo não havia sido perdido.
O tempo havia formado.
E agora, aquilo que havia sido construído ao longo dos anos começava a ser colocado à prova em uma nova estação de serviço.

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